Três Lagoas, 17 de Outubro de 2026
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PF pedirá inclusão de irmãos desaparecidos no MA em lista da Interpol

A Polícia Federal (PF) vai solicitar inclusão das duas crianças quilombolas maranhenses desaparecidas desde janeiro na Difusão Amarela da Interpol. A solicitação foi apresentada pela mãe de Ágatha Isabelle e Alan Michel, de 4 e 6 anos, nesta quarta-f

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Rádio Agência Nacional

PF pedirá inclusão de irmãos desaparecidos no MA em lista da Interpol
Créditos: Gabriel Corrêa

A Polícia Federal (PF) vai solicitar inclusão das duas crianças quilombolas maranhenses desaparecidas desde janeiro na Difusão Amarela da Interpol.

A solicitação foi apresentada pela mãe de Ágatha Isabelle e Alan Michel, de 4 e 6 anos, nesta quarta-feira (9), na sede da PF em São Luís.

A Difusão Amarela é um mecanismo da Interpol para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive em outros países. Após o encaminhamento, cabe à Interpol decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta internacional.

Após mais de nove meses do desaparecimento dos dois irmãos, a advogada da família, Nathaly Moraes, disse que a reunião também foi para compreender como funcionam essas ferramentas internacionais de busca.

"E hoje a gente recebeu diretamente do Núcleo de Cooperação Internacional, colocando à nossa disposição as ferramentas da Interpol, que tanto ajuda na busca das crianças quanto na repatriação, para trazer as crianças de volta, caso encontradas em outros países". 

Crianças resgatadas na Flórida

O caso voltou à tona após a polícia da Flórida, nos Estados Unidos, divulgar informações no fim de agosto sobre o resgate de 163 crianças e adolescentes entre 2 meses e 17 anos. Os jovens foram encaminhados para receber cuidados.

A advogada da família das crianças no Brasil acionou o consulado brasileiro em Miami para verificar se, entre as crianças resgatadas, estavam os irmãos desaparecidos no Maranhão.

"Os nossos representantes estão in loco. Eles podem verificar na localidade se existem crianças brasileiras. Porque existem crianças não identificadas, ainda, devido ao estado de fragilidade. Muitas crianças estão tão traumatizadas que não conseguem falar. Isso dificulta o reconhecimento da nacionalidade". 

Relembre o caso

Ágatha e Alan desapareceram no dia 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, a 20 quilômetros de Bacabal, interior maranhense.

O caso mobilizou forças de segurança ao longo dos últimos meses. Operações conjuntas com cães farejadores, embarcações e equipamentos de detecção fizeram varreduras em uma extensa área de mata fechada e ao longo do Rio Mearim, sem indícios do paradeiro das crianças.

O Itamaraty afirmou, em nota, que medidas de cooperação policial internacional são coordenadas pelo Ministério da Justiça, por meio de mecanismos próprios.

*Com produção de Luciene Cruz

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