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Agora é a vez de Água Clara: Gaeco deflagra nova operação e cumpre mandados na Prefeitura e contra investigados
Ação conta com apoio do Batalhão de Choque e mira suspeitos de envolvimento em esquema de fraude em licitações e corrupção de agentes públicos
14/09/2026 09h14 Atualizada há 17 horas atrás
Por: Redação
Midia Clara

 

Ação conta com apoio do Batalhão de Choque e mira suspeitos de envolvimento em esquema de fraude em licitações e corrupção de agentes públicos

 

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta segunda-feira (14), uma nova operação em Mato Grosso do Sul para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação envolvendo possíveis crimes contra a Administração Pública.

 

As equipes do Gaeco, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, realizam diligências na Prefeitura de Água Clara, município administrado pela prefeita Gerolina Alves.

 

Também são cumpridos mandados em endereços ligados a investigados, entre eles a ex-secretária de Finanças Denise Medis, a servidora Ana Carla Benette e o empresário Humberto Marques, além de outros alvos da investigação.

Investigação aponta suspeita de fraude em licitações.

Água Clara já havia sido alvo da Operação Malebolge, investigação que apura a existência de uma organização criminosa suspeita de atuar contra a Administração Pública nos municípios de Água Clara e Rochedo, com núcleos distintos de atuação.

 

Segundo as investigações, os envolvidos teriam utilizado um mesmo modo de atuação nos dois municípios. Um empresário apontado como articulador teria participado da estruturação do suposto esquema, com a cooptação de servidores públicos e participação de outros empresários.

 

A suspeita é de que o grupo utilizava servidores públicos para interferir em processos licitatórios, direcionando concorrências para empresas que fariam parte do esquema. Entre as práticas investigadas estão a elaboração de editais supostamente direcionados e a simulação de competição entre empresas.

 

De acordo com a denúncia relacionada à investigação, os contratos sob suspeita ultrapassariam R$ 10 milhões.

Propina e pagamentos sob investigação

Ainda conforme as apurações, agentes públicos teriam recebido vantagens indevidas em troca de atos relacionados aos contratos. Entre as condutas investigadas estão o suposto atesto falso do recebimento de produtos e serviços e a aceleração de procedimentos administrativos necessários para o pagamento de notas fiscais.

 

As investigações também teriam utilizado informações extraídas de telefones celulares apreendidos durante a Operação Turn Off. O material foi compartilhado pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), mediante autorização judicial, e teria contribuído para confirmar o modo de atuação investigado.

 

Nome da operação faz referência à obra de Dante

O nome Malebolge faz referência à Divina Comédia, obra clássica de Dante Alighieri. Na narrativa, Malebolge é uma região do Inferno destinada à punição de fraudadores e corruptos, de acordo com a gravidade de seus pecados.

 

As diligências realizadas nesta segunda-feira fazem parte das investigações conduzidas pelas autoridades e buscam reunir novas provas sobre a possível participação dos alvos nos fatos apurados.

 

Os investigados são considerados inocentes até eventual decisão judicial definitiva.