Saúde Surto em CEI
Surto de mão-pé-boca atinge 24 crianças em CEI de Três Lagoas
Adriana lembrou que situações semelhantes podem ocorrer com outras doenças transmissíveis comuns em ambientes coletivos.
12/09/2026 14h46
Por: Redação
Divulgação

 

Manter as crianças em casa durante o período indicado, a instituição precisa seguir as medidas recomendadas e o serviço de limpeza deve executar as ações definidas no plano de contingência. Adriana lembrou que situações semelhantes podem ocorrer com outras doenças transmissíveis comuns em ambientes coletivos, como catapora, doenças respiratórias e gripe.

No caso registrado no CEI Diva Garcia de Souza, a orientação é seguir as recomendações das autoridades sanitárias e manter as crianças diagnosticadas afastadas até a liberação médica. Apesar do alto potencial de contágio, a informação repassada é de que não há motivo para pânico. Existe um protocolo de atuação estabelecido para casos em unidades escolares da rede pública ou privada. O atendimento segue concentrado no controle da transmissão e no retorno seguro das crianças liberadas pelos médicos.

 

A transmissão acontece de forma direta ou indireta, através do contato com o vírus em secreções respiratórias (como espirro e tosse) ou em fezes de pessoas infectadas. O contato com pessoas e superfícies contaminadas (como objetos e brinquedos), bem como o compartilhamento de mamadeiras, talheres ou copos, também podem levar ao contágio.

Os sintomas são febre alta antes do aparecimento das lesões, aparecimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro na região da boca, amígdalas e faringe, podendo evoluir para ulcerações dolorosas. Há aumento da produção de saliva, e os infectados podem reclamar de dor durante a deglutição.

Bolhas surgem em geral nas mãos, pés e boca, embora as nádegas e as partes genitais também possam ser acometidas. Os infectados também podem apresentar mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. É importante, porém, ficar atento: nem sempre a doença manifestará todos os sintomas.

 

Exatamente porque o vírus se multiplica em aparelhos do sistema digestório, a criança pode ter estomatite (inflamação da mucosa oral). Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para uma miocardite (inflamação do tecido muscular do coração), encefalite (inflamação no cérebro causada, na maioria das vezes, por um vírus), meningite (inflamação das meninges) e paralisia semelhante à poliomielite.

 

Apesar disso, os quadros, em sua maioria, são leves, e a doença tende a melhorar espontaneamente, com duração de cinco a sete dias. Mas, mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.