A candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra Simone Tebet elevou o tom ao comentar o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao MyNews VIP FM, a ex-senadora defendeu mudanças na estrutura da Corte e afirmou que “ninguém está acima da lei”.
Entre as propostas apresentadas por Tebet está a criação de um mandato máximo de 12 anos para ministros do STF, além da adoção de uma idade mínima para que integrantes sejam indicados ao tribunal.
Segundo a candidata, 12 anos seriam suficientes para que um ministro adquirisse experiência, amadurecesse sua atuação e apresentasse resultados. Para Tebet, o Brasil precisa enfrentar uma reforma política profunda, envolvendo não apenas o Judiciário, mas também os Poderes Executivo e Legislativo.
A ex-ministra também criticou a postura de simplesmente ignorar eventuais erros cometidos pelas instituições. Na avaliação dela, é necessário discutir mecanismos que ampliem o equilíbrio entre os Poderes e fortaleçam a responsabilização dentro das instituições públicas.
Outro tema polêmico abordado por Simone Tebet foi a redução da maioridade penal.
A candidata afirmou estar aberta à discussão sobre a possibilidade de reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para responsabilização penal, pauta defendida por setores da direita.
Tebet, porém, estabeleceu limites para o debate. Ela se posicionou contra reduções ainda maiores, como para 14 ou 12 anos, e defendeu que uma eventual mudança para 16 anos seja acompanhada de regras claras, especialmente sobre quais crimes poderiam levar adolescentes a responder criminalmente.
A candidatura de Simone Tebet ao Senado por São Paulo também ocorre em meio a questionamentos de adversários sobre sua ligação com o estado.
Natural de Mato Grosso do Sul e com trajetória política construída no Estado, Tebet transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo para disputar uma vaga no Senado.
Apesar das críticas, a candidata vem buscando consolidar seu nome no cenário político paulista e aparece entre as figuras de destaque nas pesquisas de intenção de voto mencionadas no debate eleitoral.
A disputa promete ser marcada por temas nacionais de grande repercussão, como segurança pública, funcionamento do STF, reforma política e endurecimento da legislação penal.