Três Lagoas, 24 de Outubro de 2026
Últimas notícias
EsportesRebeca Andrade conquista ouro no Mundial de Ginástica ArtísticaSaúdePrograma Mais Médicos Especialistas está com inscrições abertasEsportesFé e prática esportiva se encontram na 11ª Romaria dos CorredoresEconomiaBC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de créditoInternacionalAtaque a tiros nos arredores de Paris deixa um morto e quatro feridosEntretenimentoRádio USP dá início às comemorações pelos seus 50 anosPolíticaProjeto cria política de incentivo à integração lavoura-pecuária-florestaCulturaColeção de cordel de Liêdo Maranhão ganha mostra em OlindaGeralNovo método do governo mira imóveis de luxo de facções criminosasSegurançaPolícia investiga morte de bebês em hospital particular de São PauloEsportesRebeca Andrade conquista ouro no Mundial de Ginástica ArtísticaSaúdePrograma Mais Médicos Especialistas está com inscrições abertasEsportesFé e prática esportiva se encontram na 11ª Romaria dos CorredoresEconomiaBC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de créditoInternacionalAtaque a tiros nos arredores de Paris deixa um morto e quatro feridosEntretenimentoRádio USP dá início às comemorações pelos seus 50 anosPolíticaProjeto cria política de incentivo à integração lavoura-pecuária-florestaCulturaColeção de cordel de Liêdo Maranhão ganha mostra em OlindaGeralNovo método do governo mira imóveis de luxo de facções criminosasSegurançaPolícia investiga morte de bebês em hospital particular de São Paulo

Associação de procuradores pede moderação diante de crise no STF

Nota é reação ao agravamento da crise entre ministros do Supremo

A

Agência Brasil

Associação de procuradores pede moderação diante de crise no STF
© José Cruz/Agência Brasil
© José Cruz/Agência Brasil

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nesta quarta-feira (9) uma nota pública pedindo moderação às autoridades envolvidas na crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e chega ao nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“A ANPR conclama todos os agentes públicos envolvidos a agir com moderação e apego à legalidade, com a serenidade de quem confia que as instituições, construídas ao longo de décadas de amadurecimento democrático, têm mecanismos próprios para superar crises e divergências, garantindo os princípios basilares do Estado Democrático de Direito”, diz o texto.

A nota é uma reação ao agravamento da crise entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, que culminou, nesta semana, com o afastamento e depois reintegração ao cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

“As instituições devem sempre prevalecer, e preservar sua autoridade é preservar a própria capacidade do Estado de proteger direitos e garantir a ordem democrática”, acrescenta a nota da ANPR.

A ANPR é a maior associação de membros do Ministério Público Federal, representando cerca de mil procuradores da República associados. A entidade é responsável, por exemplo, por elaborar uma liste tríplice da categoria como sugestão para a nomeação do procurador-geral da República.

“A democracia brasileira já demonstrou, em momentos de tensão, capacidade de autocorreção pelas vias institucionais. É esse caminho - o da legalidade, do diálogo entre os Poderes e do respeito mútuo entre as instituições - que a ANPR espera ver prevalecer”, completa o texto.

Entenda a crise

A crise teve início na semana passada, após Mendonça divulgar relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator. A investigação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

O material traz 52 mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que os investigadores dizem terem sido enviadas pelo ex-banqueiro ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em alguns trechos dessas mensagens há a menção a pedidos de proteção a Andrei e Paulo, que os responsáveis pelo inquérito policial do caso Master dizem ser Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.

Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro. As respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.

Gonet, por sua vez, pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que anule todo o material divulgado por Mendonça, argumentando que o ministro agiu de modo irregular ao avançar nas investigações contra um colega sem autorização do plenário da Corte.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas